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segunda-feira, 18 de novembro de 2013 Sem categoria | 14:34

Você é executivo, empresário ou empreendedor?

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entrepreneurHá uma dimensão do profissional que é o talento que ele carrega, que são as competências que ele desenvolveu.

E há uma outra dimensão que é a aplicação efetiva que ele consegue fazer dessa potência e desses diferenciais. Ninguém é bom no éter – você sempre será bom fazendo alguma coisa em um determinado ambiente. Não raro, uma alteração nessas condições faz com que o seu desempenho sofra mutações drásticas – para cima ou para baixo.

Há quem seja muito bom executivo, trabalhando numa grande estrutura. É o sujeito que brilha em reuniões, sabe costurar bem para cima, para baixo e para os lados, flana pelos corredores e está sempre na lista dos promovíveis. Não necessariamente esse profissional vai se dar bem longe do ambiente refrigerado de uma corporação.

Há quem seja muito bom empresário, mas partindo de um certo volume de investimentos, com um conjunto mínimo de recursos postos a sua disposição. É o capitão de indústria, um cara que sabe liderar times em direção a um determinado objetivo. Não necessariamente esse cara se dará bem sozinho, no meio do mato, sem um pelotão para comandar, sem armas nem mantimentos, munido de apenas uma faca, e de uma barrinha de cereais, em meios às feras.

E há quem goste mesmo é de tirar empresas do chão, de criar negócios do zero – esses são os empreendedores. Esses são os caras das start ups – que não necessariamente se darão bem como executivos numa estrutura corporativa (quase nunca, aliás) nem à frente da expansão de um novo negócio com muitos recursos à sua disposição para administrar, com muitos interlocutores a atender. Esses são os caras da ideia, da explosão criativa, e da iniciativa em seu estado mais puro – que é fazer, botar na rua, aprender, adaptar, carpir, melhorar.

O empreendedor é o cara do rascunho, do rafe, do layout. O empresário é o cara que só trabalha em cima de uma arte final já bem definida. E o executivo é o cara da gráfica, encarregado de reproduzir o arquivo fechado dentro dos padrões definidos lá atrás.

O empreendedor é um general operando em beta. O empresário é um general que só opera em alfa. Os executivos são os oficiais que ocupam as casamatas, depois que elas são erguida, e fazem as ordens circularem.

Essas distinções são muito importantes para que você saiba exatamente qual é a sua bitola no mercado de trabalho. E para que você não imagine que não tem talento ou que é incompetente só porque não está brilhando em determinada seara do mundo dos negócios – talvez ela, a seara, não seja a mais indicada para você. Só isso. Troque de ares.

Eu já fui executivo. Tenho atuado no empreendimento. Talvez um dia reúna condições de ser também um empresário.

Do que conheço, posso dizer que para ser um bom executivo é preciso saber atuar. É preciso saber jogar junto. Às vezes é preciso baixar o volume do próprio instrumento – porque é valorizando o solo alheio que se ganha o direito de solar. (No sentido musical e não no futebolístico, por favor.)

E para um dar certo no empreendimento, no mundo das start ups, é preciso realizar. É preciso saber jogar sozinho. E aumentar o som do seu instrumento e encher o palco com o seu solo – inclusive porque muitas vezes você será a sua própria banda. E porque, muitas vezes, você só terá uma chance de fazê-lo. Para inventar uma empresa onde antes havia nada, é preciso ter um motor extra, que puxe na frete e ao mesmo tempo empurre por detrás. É preciso ignorar a tremenda inércia que sempre joga contra quem está inventando o novo – e seguir caminhando contra ela. É preciso ter disposição para apanhar e seguir adiante, sem pedir água, sem desistir, sem sentir pena de si. Não é fácil. Mas, se fosse fácil, qualquer um fazia.

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