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segunda-feira, 25 de novembro de 2013 Sem categoria | 11:38

Três regras de ouro para quem quer ser feliz no casamento

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Às vezes o matrimônio é simplesmente duas pessoas que decidiram trocar o medo e a tristeza de estarem sozinhas pela raiva e pelo enfaro de estarem acompanhadas.

Às vezes o matrimônio é simplesmente duas pessoas que decidiram trocar o medo e a tristeza de estarem sozinhas pela raiva e pelo enfaro de estarem acompanhadas.

Acho que tudo que precisava ser dito sobre o casamento já foi dito pelo Chris Rock. Pegue outra roupa de baixo, porque você vai molhar essa de tanto rir, e assista isso: http://www.youtube.com/watch?v=YhcOdmUxwqU

Ainda assim, sou daqueles caras essencialmente casados. (Ao contrário dos caras que são essencialmente solteiros. Outro dia desenvolvo essa tese aqui no Manual.) Por ora, saiba que gosto de dormir juntinho, de dividir a vida com alguém, de cozinhar a dois, de ficar de aconchego. Enfim, sou um cara casado.

E ainda não inventaram nada melhor que o casamento para criar filhos. (Bom, dependendo da qualidade da família, é melhor não ter família. Dependendo do nível de ódio que se entre os pais, é melhor que eles não vivam juntos. Às vezes o matrimônio é simplesmente duas pessoas que decidiram trocar o medo e a tristeza de estarem sozinhas pela raiva e pelo enfaro de estarem acompanhadas.)

De todo modo, estando casado há 13 anos – sem contar os cinco anos do casório anterior -, me dou o direito de achar que os casais precisam conciliar três coisas básicas para que um relacionamento nesses moldes dê certo.

1. Gosto pelo sexo
Os dois tem que gostar das mesmas coisas, com a mesma intensidade. Pode ser um casamento sem sexo – se os dois foram inapetentes. Pode ser um casamento sem sexo dentro do casamento – se ambos curtirem a ideia de saciar a sede e de realizar as fantasias fora de casa. Pode ser um casamento com muito sexo, com exclusividade sexual, com panssexualismo, com sexo queridinho, com sexo bruto, com sexo verbal, com sexo tântrico – pode ser qualquer coisa, desde que os dois curtam. Casais que tem paladares sexuais muito diferentes, e expectativas muito díspares na cama, acabam se desentendendo rapidinho. Sexo, que é uma brincadeira a dois, que é um jogo gostoso e divertido, acaba virando um tabu, um ponto nevrálgico, uma armadilha mortal, um inferno para o casal.

2. Uso do dinheiro
É preciso ter uma noção parecida quanto a como administrar o dinheiro. Alguém espartano não consegue viver com um nababo – e vice versa. Se um opera pela lógica do acúmulo, da poupança e do longo prazo, e outro, pela lógica do gasto, do consumo e do curto prazo, a colisão é certa. Talvez um possa influenciar o outro, um possa abrir mão do seu estilo em nome de caminhar uns passos na direção do outro, gerando um ponto de equilíbrio em que as diferenças se somem ao invés de gerarem atrito – mas o mais provável é que os estilos acabem se repelindo e um termine recriminando o outro. Ajuda se ambos tiverem sua fonte de renda e gerirem de modo independente seus recursos, dividindo apenas aquilo que for comum, tendo espaço e prerrogativa para gerir o que sobrar como bem entender. Ainda assim, não é fácil.

3. Relações familiares
Ao lado da cama e do bolso, nada tem mais poder para minar um relacionamento do que o modo como ambos se relacionam com seus familiares. Há quem seja filho eterno, há quem aja como se fosse pais dos seus pais. Há quem não dê a mínima para a família, quem se concentre na descendência e ignore grandemente os ascendentes. Há quem goste de reunir a família toda semana, e de se ver todo dia, e de se ligar toda hora. Há quem ache que duas visitas por ano já está bom demais. De novo, não tem certo nem errado. Cada um saberá o que é melhor para si. O ponto é ter uma visão e uma prática parecida, ou muito bem negociada, entre os dois. Ou o casal vai para a cucuia. Pode até continuar junto, mas terá seu relacionamento azedado de modo irreversível.

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