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Arquivo de dezembro, 2013

terça-feira, 17 de dezembro de 2013 Sem categoria | 09:46

Não fique parado

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Mova-se rápido - nem precisa quebrar nada.

Mova-se rápido – nem precisa quebrar nada.

Nunca aquela história de pensar grande e começar pequeno foi tão verdadeira.

Não fique parado. 2013 foi um ano estranho, para dizer o mínimo. Há um clima recessivo por aí que ninguém está ousando chamar pelo nome certo. Nessas horas é que precisamos nos mexer. Não se deixe paralisar pelo medo. Nem pela grandiosidade do negócio que está em sua cabeça. Comece hoje. Comece do tamanho que puder. Mas comece. Para chegar onde você sonha, é preciso dar o primeiro passo. Quanto antes você começar, melhor.

E mova-se rápido. “Move fast”, na expressão de Mark Zuckerberg, o fundador do Facebook. Mexa-se, avance. É importante pensar e planejar – mas é fundamental agir também. Saia do imobilismo. É andando que se aprende a andar. É caindo que se aprende a ficar de pé.

Os meios de produção nunca estiveram tão à disposição de tantos. As barreiras de entrada, para quase todo negócio, nunca foram tão baixas. Não há desculpas para não tentar. Então faseie o seu plano de negócio, fatie-o em etapas, e avance por ele modularmente. Um dia de cada vez. Apressando-se devagar.

Não deu certo? Saia, retroceda com a mesma celeridade. A regra de se mover rápido vale para ambos os sentidos. “Fail faster” – fracasse rapidamente. Para se reerguer e seguir adiante. Sem vergonha de aprender. Eis aí a ideia poderosa de testar e adaptar – que implica também não parar de se desenvolver nunca.

Estar começando significa ser pequeno o suficiente para errar e ir adiante, sem desmoronar. É ótimo ter um tamanho que lhe permita falhar e seguir caminhando, absorvendo o tombo, superando-o, sobrevivendo a ele, saindo dele melhorado. Lance mão disso. É a vantagem competitiva de quem está dando os primeiros passos. (Que bom que a gente nunca perdesse essa capacidade.)

Enfim. Não dá para ficar parado. Ponha-se em movimento. E tenha um ótimo 2014!

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segunda-feira, 9 de dezembro de 2013 Sem categoria | 15:32

Deixai brigar

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Eles tem direito de fazer isso? Eu acho que sim. Mas não nesse lugar, nem desse jeito. (Foto: Geraldo Bubniak/Fotoarena/Folhapress)

Eles tem direito de fazer isso? Eu acho que sim. Mas não nesse lugar, nem desse jeito. (Foto: Geraldo Bubniak/Fotoarena/Folhapress)

Sobre os eventos de ontem em Joinville.

Sou um liberal. Acredito na liberdade e na responsabilidade individuais. Não acredito em controle superior – mas sim na autorregulação que parte das pessoas. Vejo a lei como um acordo que permite a todos os indivíduos cederem um pouco dos seus desejos, encontrarem um território em comum, celebrarem um acordo, e assim viverem juntos em sociedade. Não gosto de Estado grande nem de governo invasivo, que se mete na vida dos cidadãos – seja por meio de assistencialismo ou de totalitarismo. O começo e o fim de tudo é a própria sociedade civil. O condomínio depende dos seus condôminos – e não nos síndicos que elegemos a cada quatro anos para administrá-lo.

Isto posto, quero dizer o seguinte: não há força no mundo que impeça duas pessoas de brigar. O mesmo vale para dois grupos. É como o suicídio – não adianta proibi-lo. Não há força no mundo que impeça um indivíduo de tirar a própria vida, se ele optar por esse caminho. Vale o mesmo para o uso abusivo de drogas, para a obesidade mórbida, para a anorexia (que é tão mórbida quanto), para práticas sexuais extremas. Vale o mesmo para qualquer decisão soberana do indivíduo sobre si mesmo – por mais torta que ela pareça aos demais – desde que ela não implique prejuízo indesejado aos demais. Você pode incentivar, ou desincentivar uma coisa ou outra. Pode moralizar a questão o quanto quiser – pela via da religião, inclusive. Mas é tolo imaginar que possa proibir alguém de fazer o que quiser consigo mesmo.

Ontem, no estádio em Joinville, havia infindáveis metros entre as torcidas. Quem quis pular a cerca ir lá do outro lado brigar teve que correr uma meia maratona para fazê-lo. Ninguém que se envolveu no pau ontem não queria estar lá. Um cordão de isolamento mais ostensivo feito por policiais resolveria o problema? Talvez tivesse impedido, por coação, que tantos se tenham jogado à batalha campal. (Não teria impedido de modo algum o desejo dessas pessoas de fazê-lo, em algum momento, em algum lugar, sem a presença da polícia.) Ou talvez mais policiais com cassetetes e balas de borracha tornassem tudo ainda mais tétrico e sanguinolento. Eis o ponto: a integridade daqueles vândalos pertencia e dependia deles próprios, e não dos policiais. Os escudos e as bombas de efeitos moral da polícia deveriam proteger quem não queria se envolver – não tinham a menor obrigação de proteger os bárbaros deles mesmos. Os bárbaros, de ambos os lados, estavam ali de vontade própria e de acordo entre si: “vamos brigar”.

O papel do Estado e da polícia diante de dois indivíduos, ou de dois grupos, que desejam se medir na brutalidade e na força física, a meu ver, é, sobretudo, garantir que eles não atinjam, com a sua desinteligência, nenhuma pessoa ou grupo que não deseje participar disso. Se o governo é o nosso síndico, se a sua principal função é regular o funcionamento de indivíduos livres, talvez o mais racional fosse organizar esses confrontos – ao invés de tentar bani-los. Você quer brigar? Combine dia, hora e local com quem também queira sair na mão e seja feliz.

Atente apenas para o que você não pode fazer – agredir quem não concordou em participar do confronto. Ou estragar a diversão alheia – num estádio de futebol, num show ou na saída de uma festa. Briguem, se batam, mas noutro lugar, num lugar próprio para isso, que envolva somente os participantes, e não num estádio cheio de famílias, de crianças, de velhos, de muheres, de gente que só queria assistir a um jogo, tomar um picolé, comer uma pipoca doce de saco rosa e torcer para o seu time.

Saiba que eu não quero ver você. Eu não quero cruzar com você. Eu não quero ter que me defender de você. Mas se você encontrar um parceiro de selvageria que tope ser seu adversário, sejam felizes. Marquem pela internet. E combinem algumas regras mínimas, para não haver dúvida sobre a justiça e a lisura do evento, e para que ninguém possa lhes prender ou processar por rasgarem a lei.

Algumas sugestões:

1. Um contra um, não um contra dez. Para outro do seu time assumir, você tem que sair. Ou então em grupos pré combinados: dois contra dois, três contra três, cinco contra cinco. A baixa de um dos participantes implicará na entrada imediata de outro, garantindo sempre a igualdade numérica entre os adversários.
2. Não pode bater em quem estiver caído. Três apoios no chão, a briga será parada até que um substituto entre na rinha.
3. A briga tem que ser na mão e não com uso de utensílios como barras de ferro ou pedaços de pau. Quem é valente briga na mão livre, o resto é coisa de covarde.
4. A briga só está aberta a maiores de 21 anos.
5. Só pode participar quem tiver algum tipo de seguro saúde. Porque, em brigas, as pessoas se machucam. Não há vítimas nem vilões – apenas contendores.
6. A briga termina por tempo. Trinta minutos. Uma hora. Não há vencedores ou perdedores oficiais. Cada um saberá o quanto bateu e o quanto apanhou.

A função da polícia será regular esse confronto e garantir que ele não saia do perímetro pré combinado. E que não implique danos a terceiros e nem ao patrimônio público ou privado. Assim, antes – ou depois – de todo clássico, torcidas rivais teriam seu momento para acertar as contas. Flamengo e Vasco. (Ou mesmo um insuspeito Atlético PR e Vasco.) Corinthians e São Paulo. Grêmio e Inter. Futebol a quem é de futebol – em estádios livres da violência. Briga para quem é de briga – noutro lugar, somente entre quem comungar desse interesse.

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Sem categoria | 09:26

De funcionário público a empreendedor. Por que não?

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Quem já vestiu essa camiseta por baixo da camisa social do emprego não tem alternativa senão ir lá e tentar a mão.

Quem já vestiu essa camiseta por baixo da camisa social do emprego não tem alternativa senão ir lá e tentar a mão.

Um companheiro de ingenuidade me escreve:

“Acompanho seu Manual há muito tempo. E confesso que tenho andado inquieto. Talvez eu já estivesse insatisfeito quando comecei a lê-lo, só não havia me dado conta. Tenho 35 anos, sou funcionário público. Achei que estabilidade era tudo o que eu queria e que depois de passar num concurso minha vida profissional não seria mais preocupação. Estabilidade, pouca pressão, bom salário… E muito tédio! Sinto vontade de empreender, de fazer algo novo, de fazer a diferença no mundo. Trabalho numa área absolutamente burocrática. Queria realmente começar uma carreira nova. O que tenho vontade de fazer não tem nada a ver com o que fiz até o momento. Será que ainda dá tempo? Sou pai de família, mas tenho um pé de meia, que me daria algum folego até começar a ganhar dinheiro numa área nova… Vale a pena tentar? Por onde começar? Estou precisando de ajuda, Adriano.”

Caro amigo,

Você vive uma situação de estabilidade que é o sonho de muitos brasileiros – especialmente nestes tempos bicudos que vivemos. (2013 talvez venha a ser conhecido como o ano da crise que não ousou dizer seu nome. Ou que ninguém teve a coragem de chamar pelo nome certo.) Provavelmente esse já foi o seu sonho também, a julgar pelo que você escreveu. Um sonho que você realizou. E que agora está se provando mais baixo e mais magro do que as expectativas que você tem para a sua carreira e a sua vida.

Há muito empreendedor que sonha secretamente em ter um pouco mais desse tédio em sua vida. Em dormir mais tranquilo, em acordar menos ansioso. E, no entanto, você está querendo um pouco mais de pressão e de desafio em sua rotina. O que é um desejo absolutamente lícito – e que fala muito (e bem) de você. “Sinto vontade de fazer diferença no mundo”. Clap, clap, clap. Precisamos de mais gente como você nas repartições públicas!

O bom é que você pode ter, nesse primeiro momento, e durante um bom tempo ainda, o melhor dos dois mundos. Sem negligenciar seu emprego, você pode começar a montar o seu negócio. Com calma. Apressando-se devagar. Com tino e ritmo – mas sem desespero nem afobação.

Com relação às suas questões específicas, eis o que tenho a dizer:

“Queria realmente começar uma carreira nova. O que tenho vontade de fazer não tem nada a ver com o que fiz até o momento. Será que ainda dá tempo?”
Claro que dá. Você ainda está jogando o primeiro tempo da vida. Aos 35, você apenas acumulou experiência para saltar do jeito certo. Você não perdeu tempo algum até aqui. E também, por outro lado, tempo é o que não lhe falta daqui para a frente.

“Sou pai de família, mas tenho um pé de meia, que me daria algum folego até começar a ganhar dinheiro numa área nova… Vale a pena tentar?”
Claro que vale. Mas eu não mexeria no seu pé de meia. É louvável que você esteja disposto a isso. Só demonstra a sua coragem empreendedora e o quanto você está comprometido com essa decisão de mudar de ares. Mas acho que o que você conquistou até agora financeiramente deveria ser encarado como a sua poupança para a velhice. Como a sua aposentadoria. Há outros meios de financiar a sua empreitada. Inclusive mantendo por mais algum tempo o emprego que você tem hoje.

“Por onde começar?”
Por uma ideia na qual você acredite. Que tenha a ver com você. E que represente uma oferta melhor, mais rápida, maior ou mais barata para atender a uma demanda existente no mercado. Ao que parece, você já sabe o que quer fazer. Entenda apenas se é isso que as pessoas estão precisando que você faça. Se elas estariam dispostas a lhe pagar por isso. Eis a gênese de um bom plano de negócios. (E me ocorre que, como funcionário público, talvez você tenha um bom descortínio sobre o que está faltando na vida das pessoas. Talvez haja grandes oportunidades clamando por serem atendidas nesse momento, em cima da sua mesa, bem debaixo do seu nariz.)

Boa sorte!

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segunda-feira, 2 de dezembro de 2013 Sem categoria | 12:16

O perfeito idiota de classe média brasileiro

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Scuse me, sir, where is the Hard Rock Cafe?

Scuse me, sir, where is the Hard Rock Cafe?

Ele não faz trabalhos domésticos. Não tem gosto nem respeito por trabalhos manuais. Se puder, atrapalha o trabalho de quem pega no pesado. Aprendi isso em criança: só enfia o pé na lama com gosto quem nunca teve o desgosto de ir para o tanque na área de serviço, depois, esfregar o tênis ou a chuteira debaixo de água fria. Só deixa um resto de bebida secar no fundo de um copo quem nunca teve que fazer o malabarismo de meter a mão lá dentro com uma esponja, com a barriga encostada na pia, para tentar lavá-lo.

Trata-se de uma tradição lusitana, ibérica, que vem sendo reproduzida aqui na colônia desde os tempos em que os negros carregavam em barris, nas costas, a toilete dos seus proprietários, e eram chamados de “tigres” – porque os excrementos lhes caíam sobre as costas, formando listras que lembravam a pelagem do animal. O perfeito idiota de classe média brasileiro, ou PICMB, não ajuda em casa também por influência da mamãe, que nunca deixou que ele participasse das tarefas – nem mesmo por ou tirar uma mesa, nem mesmo arrumar a própria cama. Ele atira suas coisas pela casa, no chão, em qualquer lugar, e as deixa lá, pelo caminho. Não é com ele. Ele foi criado irresponsável e inconsequente. É o tipo de cara que pede um copo d’água deitado no sofá. E não faz nenhuma questão de mudar. O PICMB é um especialista em não fazer, em fazer de conta, em empurrar com a barriga, em se fazer de morto. Ele sabe que alguém fará por ele. Então ele se desenvolveu um sujeito preguiçoso. Folgado. Que se escora nos outros, não reconhece obrigações e que adora levar vantagem. Esse é o seu esporte predileto – transformar quem o cerca em seus otários particulares.

O tempo do perfeito idiota de classe média brasileiro vale mais que o das demais pessoas. É a mãe que fura a fila de carros no colégio dos filhos. É a moça que estaciona em vaga para deficientes ou para idosos no shopping. É o casal que atrasa uma hora num jantar com os amigos. A lei e as regras só valem para os outros. O PICMB não aceita restrições. Para ele, só privilégios e prerrogativas. Um direito divino – porque ele é melhor que todos os outros. É um adepto do vale tudo social, do cada um por si e do seja o que deus quiser. Ele só tem olhos para o próprio umbigo e os únicos interesses válidos são os seus.

O PICMB é o parâmetro de tudo. Quanto mais alguém for diferente dele, mais errado esse alguém estará. Ele tem preconceito contra pretos, pardos, pobres, nordestinos, baixos, gordos, gente do interior, gente que mora longe. E ele é sexista para caramba. Mesma lógica: quem não é da sua tribo, do seu quintal, é torto. E às vezes até quem é da tribo entra na moenda dos seus pré-julgamentos e da sua maledicência. A discriminação também é um jeito de você se tornar externo, e oposto, a um padrão que reconhece em si mas de que não gosta. É quando o narigudo se insurge contra narizes grandes. O PICMB adora isso.

O perfeito idiota de classe média brasileiro vai para Orlando sempre que pode. Acha Miami o lugar mais incrível do mundo. Acha a Europa chata. E a Ásia, um planeta esquisito com gente estranha e amarela que não lhe interessa. Há um tempo, o PICMB descobriu Nova York – para onde vai exclusivamente para comprar. Ficou meia hora dentro do Metropolitan, uma vez, mas achou aquilo aborrecido demais. Come pizza no Sbarro. Joga lixo no chão. Só anda de táxi – metrô, com a galera, nem em Manhattan. Nos anos 90, comprava camiseta no Hard Rock Cafe. Hoje virou um sacoleiro em lojas com Abercrombie & Fitch e Tommy Hillfiger. Depois de toda a farra, ainda troca cotoveladas no free shop para comprar uísque, perfume, chocolate e maquiagem. O PICMB é, sobretudo, um cara cafona. Usa roupas de polo sem saber o lado por onde se monta num cavalo. Nem sabe que aquelas roupas são de polo. Ou que polo é um esporte.

O PICMB adora pagar caro. Faz questão. Não apenas porque, para ele, caro é sinônimo de bom. Mas, principalmente, porque caro é sinônimo de “cheguei lá” e “eu posso” e “veja o quanto eu paguei nesse relógio ou nessa calça da Diesel”. Ele exibe marcas como penduricalhos numa árvore de natal. É assim que se mostra para os outros. Se pudesse, deixaria as etiquetas presas aos itens do vestuário e aos acessórios que carrega. O PICMB é jeca. É brega. Compra para se afirmar, para compensar o vazio e as frustrações, para se expressar de algum modo. O perfeito idiota de classe média brasileiro não se sente idiota pagando 4 000 reais por um console de vídeo game que custa 400 dólares lá fora. Nem acha um acinte pagar 100 000 reais por um carro que vale 25 000 dólares. Essa é a sua religião. Ele não se importa de ficar no vermelho – a preocupação com ter as contas em dias é para os fracos. Ele é o protótipo do novo rico burro. Do sujeito que acha que o bolso cheio pode compensar uma cabeça vazia.

O PICMB é cleptomaníaco. Sua obsessão por ter, e sua mania de locupletação material, lhe fazem roubar roupão de hotel e garrafinha de bebida do avião e amostra grátis de perfume em loja de departamento. Ele pega qualquer amostra de produto que esteja sendo ofertada numa degustação no supermercado. Mesmo que não goste daquilo. O PICMB adora boca livre e hotéis “all inclusive”. Ele adora camarote – quando ele consegue sentir o sangue azul fluindo em suas veias. Ele é a tradução perfeito do que é um pequeno burguês.

O perfeito idiota de classe média brasileiro entende Annita. Vibra com Latino. Seu mundo cabe dentro do imaginário do sertanejo romântico. Ele adora shows megaproduzidos, com pirotecnia, luzes e muita coreografia, cujos ingressos custem mais de 500 reais – mesmo que ele não conheça o artista. Ele não se importa de pagar uma taxa de conveniência escorchante para comprar esse ingresso da maneira mais barata para quem lhe vendeu – pela internet.

E o PICMB detesta ler. Comprou 50 Tons para a mulher. E um livro de autoajuda para si mesmo. Mas agora que a novela está boa ficou difícil achar tempo para ler.

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